Consulado dos EUA em SP está convocado um grupo pequeno de influenciadores de direita para "conversa

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O Consulado dos Estados Unidos em São Paulo tem promovido encontros fechados com pequenos grupos de influenciadores digitais alinhados à direita brasileira, sob o tema oficial de "liberdade de expressão e ambiente digital". Os convites, segundo relatos dos próprios participantes, propõem rodas de conversa reservadas entre diplomatas norte-americanos e criadores de conteúdo — sem, até o momento, qualquer confirmação pública de repasse financeiro aos convidados.
Entre os nomes que confirmaram participação estão a influenciadora Maria Fernanda Schmidt, do canal Brasil Paralelo, o jornalista Leandro Narloch, o apresentador do podcast Café com Ferri, Rafael Ferri, e a criadora de conteúdo Penélope Nova. Schmidt chegou a comentar a experiência em publicação nas redes sociais, descrevendo o encontro como uma oportunidade de dialogar com diplomatas sobre os desafios enfrentados por produtores de conteúdo no ambiente digital brasileiro.

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Os encontros ocorrem em meio a um momento de forte tensão diplomática entre Brasília e Washington. Dias antes, uma reportagem da Agência Pública revelou que a Embaixada dos EUA havia acionado o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), para viabilizar uma agenda de dois funcionários do Departamento de Estado, Riley Bernes e Samuel Samson — ambos tiveram os vistos negados pelo Consulado brasileiro em Washington depois de manifestarem intenção de se reunir com aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para questionar a integridade do processo eleitoral brasileiro.
Integrantes do Palácio do Planalto leem os encontros do Consulado como parte de uma articulação da direita internacional para fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. A leitura ganhou força depois que o governo Trump voltou a citar o Brasil em documento que prorroga sanções baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), no qual a Casa Branca reafirma a tese de que autoridades brasileiras promovem perseguição política contra Jair Bolsonaro, familiares e apoiadores — uma leitura rejeitada pelo governo brasileiro, que classifica o tema como assunto interno protegido pela soberania nacional.
Procurados por veículos de imprensa, nem o Consulado nem os influenciadores detalharam publicamente a lista completa de convidados ou se há previsão de novas rodadas — embora relatos indiquem que outros nomes ligados à ultradireita já teriam recebido convites semelhantes para as próximas semanas.