Flávio Bolsonaro atuou na defesa de policial acusado de matar menina de 5 anos a tiros
Flávio Bolsonaro integrou a defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de efetuar o disparo que matou Ana Clara Machado, de 5 anos, em Niterói.
Ana Clara Machado, de 5 anos, foi atingida por um disparo de fuzil em 2 de fevereiro de 2021, enquanto estava na porta de casa, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo a acusação do Ministério Público, o disparo foi efetuado pelo então cabo da Polícia Militar Bruno Dias Delaroli.
Flávio Bolsonaro integrou a equipe jurídica responsável pela defesa de Delaroli e assinou, em 2024, um recurso apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a decisão da Justiça do Rio que determinou que o policial fosse submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
O recurso não foi acolhido. Delaroli permanece respondendo ao processo e, conforme as informações disponíveis, ainda aguarda o julgamento pelo Tribunal do Júri. Portanto, juridicamente, ele continua sendo acusado no processo, e não condenado pelo homicídio.
A morte de Ana Clara
Ana Clara Machado morreu aos 5 anos após ser atingida por um disparo de arma de fogo na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, em fevereiro de 2021. Segundo informações divulgadas à época, a criança estava no portão de casa quando foi atingida. O caso provocou manifestações de moradores e ampla repercussão.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o disparo que atingiu a criança teria sido efetuado por Bruno Dias Delaroli, então cabo do 12º Batalhão da Polícia Militar.
A acusação sustenta que o policial efetuou disparos durante a ação e que um deles atingiu Ana Clara. O Ministério Público enquadrou o caso como homicídio doloso, levando a Justiça a determinar que a acusação fosse submetida ao Tribunal do Júri.
Na época da investigação, Delaroli chegou a ser preso preventivamente. Posteriormente, a prisão foi substituída por medidas cautelares, permitindo que ele respondesse ao processo em liberdade.
A participação de Flávio Bolsonaro
A participação de Flávio Bolsonaro no caso ocorreu na condição de advogado. O senador integrou a equipe responsável pela defesa de Bruno Delaroli.
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Em 2024, Flávio assinou um recurso apresentado ao Superior Tribunal de Justiça contra a decisão da Justiça do Rio de Janeiro que havia determinado que o policial fosse levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. O objetivo da defesa era reverter essa decisão e impedir que o caso avançasse para o julgamento popular naquele momento.
O recurso, porém, foi rejeitado pelo STJ. Com isso, permaneceu a decisão que determina que o caso seja submetido ao Tribunal do Júri. As informações mais recentes apontam que Delaroli ainda aguarda o julgamento.
O que diz a acusação e o que diz a defesa
A versão apresentada pelo Ministério Público sustenta que Delaroli foi responsável pelo disparo que atingiu Ana Clara e que as circunstâncias justificam a acusação de homicídio doloso.
A defesa do policial apresenta uma versão diferente para os acontecimentos. Segundo informações divulgadas sobre o processo, Delaroli sustentou que teria reagido a uma suposta ação de criminosos armados durante o patrulhamento. A acusação, por sua vez, contesta essa versão e apresentou elementos e depoimentos que, segundo o Ministério Público, sustentariam sua denúncia.
Essa diferença entre as versões será analisada no processo. Como o julgamento pelo Tribunal do Júri ainda não ocorreu, não é correto tratar juridicamente o policial como condenado pela morte da criança.
Caso ainda aguarda julgamento
Cinco anos após a morte de Ana Clara, o caso continua sem uma decisão final sobre a responsabilidade criminal de Bruno Dias Delaroli. A Justiça já decidiu que ele deverá ser submetido ao Tribunal do Júri, mas o julgamento ainda não foi concluído.
A atuação de Flávio Bolsonaro ganhou nova repercussão justamente porque o advogado participou da defesa e assinou o recurso apresentado ao STJ contra a decisão que determinou o julgamento pelo júri.
O caso voltou a ser discutido publicamente em setembro de 2026, com novas reportagens sobre a participação do senador na defesa e a trajetória judicial do processo.