PF avisou Mendonça sobre a falta de provas contra Lulinha, mas ministro manteve informação sob sigilo.

Relatório de inteligência questionou referências ao filho de Lula na investigação das fraudes do INSS e apontou conclusões sem sustentação nas provas reunidas.

PF avisou Mendonça sobre a falta de provas contra Lulinha, mas ministro manteve informação sob sigilo.
Mesmo após receber da PF documento que apontava a ausência de provas contra Lulinha, Mendonça manteve conteúdo sob sigilo. Foto: Democrático News
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A Polícia Federal registrou, em documento encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que não havia, naquele momento, indícios de participação direta de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, nas fraudes em descontos associativos do INSS.
Segundo a reportagem de Daniela Lima e Tatiana Farah, noticias.uol.com.br uma análise da inteligência da PF questionou a inclusão de referências ao filho do presidente em peças que reconheciam a falta de elementos para vinculá-lo ao esquema. O documento apontou conclusões “sem lastro probatório” envolvendo Lulinha e Roberta Luchsinger.
A inteligência da PF levantou a hipótese de tratamento mais rigoroso a Lulinha em comparação com ACM Neto, em apurações sobre possível tráfico de influência.
O próprio relatório, porém, classificou a hipótese de motivação política como de baixa confiança e reconheceu que a semelhança entre os casos ainda precisava ser demonstrada por comparação documental.

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O relatório de inteligência foi citado por Alexandre de Moraes ao encaminhar uma queixa contra Mendonça à presidência do STF. Trata-se de uma análise interna, classificada pela própria PF como “sem valor probatório”, sem caráter de decisão judicial.
A falta de indícios de envolvimento direto nos descontos fraudulentos diz respeito a esse núcleo da investigação.
Lulinha era alvo de três inquéritos distintos sobre suspeitas de tráfico de influência, abertos a pedido da PF. A defesa nega irregularidades e afirma que as apurações têm sido utilizadas politicamente.

Mendonça manteve o conteúdo sob sigilo

Mesmo após receber da Polícia Federal um documento que apontava a ausência de provas ligando Lulinha às fraudes nos descontos do INSS, André Mendonça manteve seu conteúdo sob sigilo.
O material encaminhado ao ministro permaneceu restrito por determinação judicial, sem divulgação pública de seu conteúdo integral.