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O Brasil alcançou um marco histórico no mercado automotivo e ultrapassou a Rússia, tornando-se o maior comprador de veículos produzidos na China. Entre janeiro e maio de 2026, o país importou cerca de US$ 5,2 bilhões em automóveis chineses, impulsionado principalmente pela forte demanda por modelos elétricos e híbridos. Desse total, aproximadamente US$ 4,5 bilhões foram destinados a veículos eletrificados, evidenciando a rápida transformação do mercado brasileiro.
Grande parte desse crescimento é liderada pela BYD, que consolidou sua presença no Brasil e passou a dominar o segmento de carros elétricos. Modelos como o Dolphin Mini, Dolphin, Song Pro e King se popularizaram em diferentes perfis de consumidores. Hoje, os veículos da marca podem ser vistos em grandes capitais, cidades do interior, áreas rurais e até em frotas empresariais, refletindo uma expansão que vai muito além dos centros urbanos.
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Segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), os veículos eletrificados já representam cerca de 15% de tudo o que o Brasil importa da China. O crescimento foi favorecido pela maior oferta de modelos, preços mais competitivos e pela estratégia das montadoras de anteciparem importações antes do aumento do imposto de importação, que passou a vigorar em julho de 2026.
O avanço também aparece nas vendas internas. Dados do setor mostram que os emplacamentos de veículos eletrificados cresceram em ritmo recorde no primeiro semestre de 2026, aproximando-se do volume registrado durante todo o ano anterior. Além da BYD, outras fabricantes chinesas ampliaram sua participação no país, consolidando o Brasil como um dos mercados mais importantes para a indústria automotiva chinesa fora da Ásia.
Especialistas avaliam que a liderança brasileira nas importações de veículos chineses demonstra uma mudança estrutural no mercado automotivo nacional. A presença dos carros elétricos e híbridos deixou de ser um nicho e passou a fazer parte do cotidiano dos brasileiros, seja em veículos de passeio, SUVs, carros de luxo ou até no campo, onde produtores rurais também começam a adotar modelos eletrificados. A expectativa é que, mesmo com a retomada das tarifas de importação, a participação das montadoras chinesas continue crescendo nos próximos anos.