O Ministério da Justiça oficializou, nesta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal. A portaria foi assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva e publicada no Diário Oficial da União (DOU)
Vamos aos fatos.
Eduardo Bolsonaro perdeu mais um cargo porque simplesmente não apareceu para trabalhar.
Segundo a portaria, Eduardo Bolsonaro faltou ao serviço, sem justificativa, por mais de 30 dias consecutivos.
Foi o resultado de um processo administrativo disciplinar conduzido pela própria Polícia Federal e concluído em julho.
Eduardo era escrivão da PF, mas estava afastado da função para exercer o mandato de deputado federal.
Em março de 2025, ele foi morar nos Estados Unidos. De lá, passou a atuar politicamente contra o governo brasileiro e a defender sanções contra autoridades e contra o próprio país.
Sua licença parlamentar terminou, mas ele não voltou ao Brasil.
As faltas foram acumulando até que, em dezembro de 2025, a Câmara dos Deputados cassou seu mandato.
Com a perda do mandato, acabou também o motivo que permitia seu afastamento da Polícia Federal.
No dia 2 de janeiro de 2026, a corporação determinou que Eduardo retornasse imediatamente ao cargo de escrivão.
Ele não voltou.
Continuou nos Estados Unidos e passou a se apresentar como exilado político.
Mas existe um pequeno problema nessa história.
Eduardo Bolsonaro não recebeu asilo político.
Ele obteve um green card, documento que permite morar legalmente nos Estados Unidos.
Exilado com autorização permanente de residência é uma narrativa que precisa ser muito bem explicada.
Enquanto Eduardo fazia política no exterior, e tramando contra o próprio país, o cargo público continuava existindo e precisava ser ocupado.
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A legislação é clara: faltar injustificadamente ao serviço por mais de 30 dias consecutivos caracteriza abandono de cargo.
Foi exatamente esse o fundamento utilizado para a demissão.
Durante o processo disciplinar, a Corregedoria da Polícia Federal também determinou que Eduardo devolvesse sua carteira funcional e sua arma.
Agora, com a publicação da portaria, ele deixa oficialmente os quadros da instituição.
A família Bolsonaro certamente tentará transformar a demissão em perseguição política.
Mas os fatos são simples.
Eduardo perdeu o mandato de deputado porque não compareceu às sessões.
Depois, perdeu o cargo na Polícia Federal porque não retornou ao trabalho.
Em qualquer emprego, abandonar o serviço tem consequência.
Por que com Eduardo Bolsonaro deveria ser diferente?
Servidor público não pode conservar um cargo apenas como patrimônio pessoal enquanto decide morar em outro país e fazer campanha política contra o Brasil.
O Estado não existe para garantir uma reserva de emprego para integrante da família Bolsonaro.
Resumindo:
Eduardo Bolsonaro escolheu permanecer nos Estados Unidos.
Escolheu não retornar à Câmara.
Escolheu não reassumir o cargo na Polícia Federal.
Agora precisa assumir as consequências dessas escolhas.
Eduardo Bolsonaro cavou o próprio buraco e agora tenta se apresentar como vítima.
E quem abandona o serviço público não pode continuar usando distintivo, carteira funcional e cargo como se fossem propriedade da família.