Lula avalia Ricardo Couto para o STF e pode apostar em nome técnico para pacificar a Corte

Desembargador ganhou projeção após assumir interinamente o governo do Rio, revisar contratos e cortar milhares de cargos; até agora, porém, não existe convite nem indicação oficial

Lula avalia Ricardo Couto para o STF e pode apostar em nome técnico para pacificar a Corte
Lula avalia indicar Ricardo Couto ao STF no lugar de Messias
Leia e depois continue
Total Colaboração R$ 10,00

Ajude este portal a continuar existindo com apenas R$ 10

Rápido e sem burocracia
Contribua via Pix em segundos. Sem precisar de cartão ou criar contas longas.
Você decide como ajudar
Sugerimos R$ 10, mas qualquer valor voluntário mantém nosso jornalismo vivo.
Informação para todos
Seu apoio garante que nossas notícias continuem gratuitas e acessíveis.
+6.500 pessoas já apoiaram
Contribuição Segura via Pix
Escolha sua doação
Valor enviado será único.
Outros Valores +

Com quanto você pode ajudar hoje?

Sua contribuição é usada para impulsionar notícias e manter a equipe de redação.

Você quer se identificar ou doar anonimamente?

Caso você escolha se identificar, seus dados nos ajudam a saber quem realizou a doação e quem apoia esta causa.

Ambiente seguro e criptografado
Contribuição segura Pix VISA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia indicar o desembargador Ricardo Couto de Castro, atual governador interino do Rio de Janeiro e presidente licenciado do Tribunal de Justiça fluminense, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal.
A informação foi publicada inicialmente pela CNN Brasil e confirmada por Folha de S.Paulo, ICL Notícias, Poder360 e Veja. O nome está em discussão, mas ainda não existe decisão definitiva. A assessoria de Ricardo Couto informou que ele não recebeu convite para ocupar uma cadeira no STF.

Um nome fora do círculo político de Lula

Ricardo Couto não é aliado histórico do presidente nem pertence ao núcleo político do PT. A aproximação começou depois que o desembargador assumiu interinamente o governo do Rio, em março de 2026.
Ao escolher alguém sem relação pessoal antiga, Lula poderia responder às críticas de que suas escolhas anteriores para o Supremo foram excessivamente políticas.
Couto ingressou na magistratura em 1992, tornou-se desembargador em 2008 e foi eleito presidente do Tribunal de Justiça do Rio para o biênio 2025–2026. Sua trajetória é predominantemente jurídica.
Aliados do governo enxergam a escolha como gesto de pacificação em meio à tensão no STF e como forma de reduzir resistências no Senado.

A gestão no Rio colocou Ricardo Couto no cenário nacional

Ricardo Couto assumiu o governo fluminense após a renúncia de Cláudio Castro, em 23 de março de 2026.
No dia seguinte, Castro foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico, condutas vedadas e captação ilícita de recursos nas eleições de 2022.
No Palácio Guanabara, Couto determinou revisão de contratos, suspendeu negócios considerados suspeitos, reduziu de 38 para 28 o número de secretarias e promoveu milhares de exonerações em cargos comissionados.
Segundo a Veja, mais de seis mil comissionados foram afastados, incluindo pessoas apontadas como funcionários fantasmas. A gestão também ampliou a divulgação de despesas, passagens aéreas e contratos.
Os resultados começaram a aparecer nas pesquisas. O Datafolha mostrou que 47% dos eleitores fluminenses aprovavam sua administração, contra 31% que a desaprovavam. Levantamentos posteriores também registraram índices próximos de 50% de aprovação.
Além da formação técnica, Couto administra o terceiro maior colégio eleitoral do país e construiu a imagem de gestor disposto a enfrentar estruturas antigas do poder fluminense.

A rejeição de Jorge Messias mudou o cenário

A vaga surgiu com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

Ajude este portal a continuar existindo com apenas R$ 10

Rápido e sem burocracia
Contribua via Pix em segundos. Sem precisar de cartão ou criar contas longas.
Você decide como ajudar
Sugerimos R$ 10, mas qualquer valor voluntário mantém nosso jornalismo vivo.
Informação para todos
Seu apoio garante que nossas notícias continuem gratuitas e acessíveis.
+6.500 pessoas já apoiaram
Lula indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, mas o Senado rejeitou o nome em 29 de abril de 2026, por 42 votos contrários e 34 favoráveis.
Foi a primeira rejeição de uma indicação presidencial ao Supremo em 132 anos.
Ricardo Couto aparece como alternativa com maior possibilidade de diálogo. Caso seja formalmente indicado, precisará passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e receber pelo menos 41 votos no plenário do Senado.

Uma escolha com força jurídica e peso político

A eventual indicação teria dois significados.
O institucional seria levar ao Supremo um magistrado com mais de três décadas de carreira.
O político seria Lula deixar de insistir em um aliado pessoal para apostar em alguém capaz de dialogar com diferentes setores.
Ricardo Couto ainda não foi escolhido. Mas sua entrada na lista revela uma mudança relevante no critério de Lula: diante de um Supremo pressionado e de um Senado resistente, o presidente pode priorizar um nome técnico, aprovado por parcela significativa dos fluminenses e com a imagem associada à transparência e à reorganização do Estado.
Se a indicação for confirmada, não será apenas a escolha de um novo ministro.
Será também uma tentativa de reconstruir pontes institucionais em um dos momentos mais delicados do Judiciário brasileiro.