Quaest: Lula lidera o primeiro turno, mas disputa com Flávio Bolsonaro tem empate técnico

Presidente aparece numericamente à frente em todos os cenários pesquisados, a diferença para Flávio Bolsonaro caiu para apenas um ponto em uma eventual disputa de segundo turno.

Quaest: Lula lidera o primeiro turno, mas disputa com Flávio Bolsonaro tem empate técnico
Quaest mostra Lula e Flávio empatados no 2º turno; no 1º turno, Cury assume 3º lugar
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A eleição presidencial: Luiz Inácio Lula da Silva continua liderando o primeiro turno e aparece numericamente à frente de todos os adversários testados no segundo. Entretanto, a nova pesquisa Quaest mostra que a vantagem sobre Flávio Bolsonaro praticamente desapareceu.
No principal cenário de primeiro turno, Lula registra 37% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 29%. O escritor Augusto Cury ocupa a terceira posição, com 10%, seguido por Renan Santos, com 3%. Ronaldo Caiado e Romeu Zema aparecem com 1% cada.
Outros candidatos não alcançaram 1%. Os votos brancos e nulos representam 7%, enquanto 11% dos entrevistados ainda estão indecisos. Isso significa que 18% do eleitorado ainda não escolheu nenhum dos nomes apresentados, deixando espaço para mudanças importantes durante a campanha.

Lula lidera, mas segundo turno acende alerta

Na simulação mais disputada de segundo turno, Lula aparece com 42%, contra 41% de Flávio Bolsonaro. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, o resultado representa um empate técnico.
A evolução dos últimos levantamentos também merece atenção. Em julho, Lula tinha 45%, contra 37% de Flávio. Em agosto, o placar passou para 43% a 40%. Agora, a diferença nominal caiu para apenas um ponto: 42% a 41%.
Os números mostram um estreitamento da disputa, embora ainda não sejam suficientes para confirmar uma tendência definitiva. Pesquisas eleitorais representam uma fotografia do momento e podem variar de acordo com os acontecimentos políticos, econômicos e sociais.
Contra os demais adversários, Lula mantém vantagens mais amplas. O presidente venceria Renan Santos por 43% a 36%, Romeu Zema por 44% a 33%, Ronaldo Caiado por 42% a 37% e Augusto Cury por 40% a 34%.
Portanto, apesar do empate técnico com Flávio Bolsonaro, Lula segue sendo o único candidato que aparece numericamente à frente em todas as simulações de segundo turno realizadas pela Quaest.

Rejeição elevada preocupa os dois lados

A rejeição permanece como um dos maiores obstáculos para os principais candidatos. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 55% dos eleitores, enquanto Lula registra 53%.

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Esses percentuais indicam uma eleição marcada pela polarização. Mais da metade do eleitorado afirma que não votaria nos dois principais nomes da disputa. Esse cenário aumenta a importância dos eleitores indecisos, moderados e daqueles que ainda consideram outras candidaturas.
Augusto Cury, que aparece em terceiro lugar, tem rejeição de 25%. Embora ainda esteja distante dos dois líderes, seu desempenho poderá influenciar o debate eleitoral e a eventual transferência de votos no segundo turno.
A avaliação do governo federal também ajuda a explicar o equilíbrio. Segundo a pesquisa, 45% aprovam o governo Lula e 48% desaprovam. Outros 7% não souberam responder. Na avaliação geral, 35% consideram o governo positivo, 25% regular e 37% negativo.

O que a pesquisa mostra

Lula continua ocupando a posição mais favorável na corrida presidencial. Lidera o primeiro turno, vence numericamente todos os adversários no segundo e enfrenta um candidato com rejeição ainda maior que a sua.
Ao mesmo tempo, a aproximação de Flávio Bolsonaro funciona como um alerta. Para ampliar sua vantagem, Lula precisará dialogar além de sua base tradicional e apresentar respostas concretas para temas que afetam diretamente a população, como custo de vida, emprego, saúde, segurança e serviços públicos.
Para Flávio Bolsonaro, o desafio será reduzir a rejeição e demonstrar capacidade de conquistar eleitores fora do campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A corrida presidencial, portanto, permanece aberta. Lula está na frente, mas o resultado contra Flávio mostra que não existe espaço para acomodação. A disputa deverá ser decidida pela capacidade de cada candidatura de conquistar os indecisos, diminuir sua rejeição e convencer quem hoje não se sente representado pelos principais nomes.
A pesquisa Quaest ouviu presencialmente 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07065/2026.
Fontes: G1, Poder360, UOL e Reuters.