Brasil rebaixa relações com a Argentina e mantém embaixador fora de Buenos Aires
O governo Lula decidiu rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina após novos ataques de Javier Milei. Embaixador brasileiro seguirá em Brasília e sem previsão de volta.
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu elevar o tom na crise diplomática com a Argentina e manter o embaixador brasileiro Julio Bitelli em Brasília, sem previsão para seu retorno a Buenos Aires. Com a medida, a representação do Brasil na capital argentina passa a ser comandada temporariamente por um encarregado de negócios, sinalizando um rebaixamento nas relações entre os dois países.
A decisão foi formalizada pelo Itamaraty, que também entregou uma nota de protesto ao embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi. De acordo com integrantes da diplomacia brasileira, o governo concluiu que as sucessivas declarações do presidente argentino, Javier Milei, contra Lula inviabilizam, neste momento, a retomada de uma relação institucional baseada no diálogo e no respeito mútuo.
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Julio Bitelli foi chamado de volta ao Brasil no fim de julho, após Milei participar da convenção nacional do Partido Liberal (PL), em São Paulo. Durante o evento, o presidente argentino voltou a atacar Lula, chamando-o de “presidiário”, além de fazer críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Nos dias seguintes, Milei repetiu as acusações em entrevistas à imprensa argentina, ampliando a tensão diplomática.
Enquanto o impasse persiste, a Embaixada do Brasil em Buenos Aires será conduzida pelo ministro-conselheiro Eduardo Uziel. O governo brasileiro também aguarda uma definição das autoridades argentinas sobre a permanência do embaixador Daniel Raimondi em Brasília. Até o momento, a chancelaria da Argentina não divulgou posicionamento oficial sobre a decisão do Itamaraty.