POLÍCIA FEDERAL FAZ BUSCA NA CASA DE BOLSONARO

Operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes tinha como objetivo localizar armamentos, munições e documentos ligados ao acervo do ex-presidente

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A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira (8), uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de uma apuração envolvendo armas registradas no nome do ex-presidente.
Segundo informações da defesa de Bolsonaro, os policiais permaneceram no imóvel por aproximadamente 45 minutos. O objetivo era localizar armas, munições, acessórios e documentos relacionados ao acervo particular do ex-presidente. Ao final da diligência, nenhum armamento teria sido encontrado ou apreendido no local.
A ação ocorreu após uma divergência envolvendo a localização de uma pistola Glock pertencente ao acervo de Bolsonaro.

Entenda a origem da investigação

O episódio começou em junho, quando uma pistola registrada no nome do ex-presidente foi apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal durante uma abordagem de trânsito.
A arma estava em posse de um integrante da equipe responsável pela segurança de Bolsonaro. O agente informou às autoridades que estava levando o equipamento para manutenção e que posteriormente faria a devolução ao proprietário.
A explicação foi apresentada pela defesa do ex-presidente ao Supremo Tribunal Federal.
Divergência no número de série levantou suspeita
O ponto que motivou novas verificações foi uma inconsistência na identificação da arma.
De acordo com informações apresentadas no processo, houve uma diferença entre o número registrado em documentos policiais e o número real do equipamento.
A defesa afirma que ocorreu apenas um erro de digitação no registro da ocorrência:

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• Número informado incorretamente: BOFW477
• Número correto da pistola: BDFW477
A diferença de uma letra teria feito com que os sistemas apontassem a possibilidade de existir outra arma registrada em nome de Bolsonaro sem localização confirmada.
Diante da divergência, o STF determinou a busca para verificar se havia algum armamento pendente de localização.
Defesa critica operação
Os advogados de Bolsonaro afirmaram que a situação já havia sido esclarecida nos autos antes da realização da busca e classificaram a medida como desnecessária.
A defesa sustenta que a arma apontada inicialmente como desaparecida era a mesma já recolhida durante a abordagem feita anteriormente pela Polícia Civil.
STF busca regularidade do acervo
A decisão teve como objetivo confirmar a situação do acervo bélico registrado em nome do ex-presidente e verificar eventual existência de armas ou documentos ainda não apresentados às autoridades.
Até o encerramento da diligência, segundo a defesa, não houve apreensão de novos itens na residência.
O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal.