Inflação na Argentina volta a acelerar em julho, atingindo 2,1%
A inflação mensal na Argentina subiu em julho, interrompendo uma tendência de desaceleração e representando um desafio para o governo do presidente Javier Milei.
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A inflação na Argentina voltou a acelerar em julho, com uma alta de 2,1% em relação ao mês anterior, de acordo com dados divulgados pelo Instituto de Estatísticas Indec. Este aumento interrompe uma sequência de três meses de desaceleração e representa um pequeno revés para o presidente Javier Milei.
Os preços ao consumidor subiram acima das expectativas dos economistas, que previam uma mediana de 2%. Em junho, a inflação havia caído abaixo da marca de 2%, pela primeira vez em 10 meses. Na comparação anual, a inflação subiu marginalmente para 33,8%, um aumento em relação aos 33,5% registrados anteriormente.
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A inflação na cidade de Buenos Aires superou as estimativas, atingindo 2,9%, impulsionada pelas férias de inverno e pela Copa do Mundo, que impactaram os preços de passagens aéreas e atividades recreativas. O segmento de cultura e recreação teve o maior aumento dentro do índice nacional de preços ao consumidor, com uma alta de 5%, enquanto restaurantes e hotéis registraram um aumento de 2,8%.
Antes da divulgação do relatório de inflação, o ministro da Economia, Luis Caputo, anunciou uma medida para estimular a economia. Empresas sem receitas em dólares agora poderão tomar empréstimos na moeda americana, com o objetivo de colocar em circulação dólares ociosos que estão em níveis recordes. Esta ação visa incentivar a atividade econômica, especialmente nos setores com maior geração de empregos.
Economistas projetam uma inflação de 29,8% para o fechamento de 2026, uma ligeira melhora em relação às estimativas anteriores. O governo de Milei enfrenta o desafio de controlar a inflação e estimular o crescimento econômico, em meio a um cenário global desafiador.