Gestão Tarcísio dá início às demolições para a construção da nova sede do governo em São Paulo
A gestão do governador Tarcísio de Freitas iniciou o processo de demolição de imóveis na região central da cidade, dando o pontapé inicial para a construção da nova sede administrativa do estado.
Ajude este portal a continuar existindo com apenas R$ 10
Com quanto você pode ajudar hoje?
Sua contribuição é usada para impulsionar notícias e manter a equipe de redação.
Você quer se identificar ou doar anonimamente?
Caso você escolha se identificar, seus dados nos ajudam a saber quem realizou a doação e quem apoia esta causa.
A gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) deu início às demolições de imóveis na região central de São Paulo, dando o primeiro passo para a construção da nova sede do governo paulista. Os primeiros prédios a serem demolidos ficam próximos ao Parque Princesa Isabel, na Rua Helvétia e na Alameda Barão de Piracicaba.
As demolições foram realizadas pela empresa Habitem, designada pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), antes mesmo da assinatura do contrato com o consórcio MEZ-RZK, responsável pela construção da futura sede administrativa. O contrato prevê que a concessionária também seja responsável pelas demolições, o que levantou questionamentos sobre a designação da Habitem para a tarefa.
A CDHU afirmou que os imóveis já haviam sido desapropriados e estavam sob posse do estado. A gestão justificou as demolições como uma medida necessária após uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) em 2024, que apontou a utilização dos locais pelo crime organizado. A nota da CDHU destacou que os trabalhos estão sendo realizados de forma segura e sob orientação da Secretaria de Projetos Estratégicos.
Ajude este portal a continuar existindo com apenas R$ 10
A reportagem apurou que há uma lista com 67 imóveis a serem demolidos pela Habitem, todos localizados nos quarteirões onde serão construídos os novos prédios do governo. Funcionários da empresa e da estatal paulista têm visitado os moradores para realizar vistorias cautelares, com o objetivo de registrar o estado atual das residências e garantir indenizações em caso de danos.
Odair Paulo Tognon, subsíndico do Edifício Henrique, na Avenida Rio Branco, expressou sua preocupação com a falta de informações sobre o andamento da obra e com o futuro do bairro após as demolições. Ele teme pela convivência com os destroços e pela presença de dependentes químicos na região.
É importante destacar que, apesar de não estar na lista atual de demolições, o Edifício Henrique também será demolido para dar lugar à nova sede do governo, conforme já havia sido noticiado pelo Metrópoles.