Trump disse que admira a trajetória de Lula e que pesquisou sobre a vida do presidente Brasileiro

Trump afirmou que admira a trajetória política de Lula, disse ter pesquisado sobre a vida do presidente brasileiro e encerrou a conversa de forma descontraída com um “I love you”. O contato teria sido

Trump disse que admira a trajetória de Lula e que pesquisou sobre a vida do presidente Brasileiro
Casa Branca, Washington, D.C. Fotos: Ricardo Stuckert / PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com Donald Trump, antes da viagem aos Estados Unidos, pelo telefone celular do empresário Joesley Batista, dono da JBS. O contato telefônico ocorreu na véspera do feriado do Dia do Trabalhador (1º de maio), sem a presença do chanceler Mauro Vieira ou de assessores da área internacional da Presidência da República. 


Como aconteceu

Durante a conversa com Joesley no Palácio da Alvorada, Lula afirmou que estava com dificuldade para conseguir um encontro com Trump. Foi quando o dono da JBS sugeriu que o presidente brasileiro ligasse para o americano na hora. Lula concordou e fez um telefonema que durou cerca de 40 minutos.

De acordo com relatos de Joesley a interlocutores, Trump atendeu à chamada no terceiro toque. Foi nessa ligação, longe das formalidades da diplomacia tradicional, que Trump desbloqueou sua agenda para a visita de Lula, que ocorreu no dia 7 de maio na Casa Branca.


O "I love you"

Segundo fontes que acompanharam o relato da conversa, Trump adotou um tom amistoso ao longo da ligação. O presidente norte-americano teria dito que admira a trajetória política de Lula e comentou que pesquisou sobre a vida do presidente brasileiro. Trump encerrou o telefonema de forma descontraída, dizendo "I love you" a Lula.

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Por que Joesley tinha esse acesso

Por meio da Pilgrim's Pride, sua subsidiária nos Estados Unidos, a JBS foi a maior doadora empresarial para a cerimônia de posse de Trump, e Joesley construiu uma relação de proximidade com o líder republicano. Lula não utiliza telefone celular e vinha enfrentando dificuldades para fechar agenda direta com Trump apesar de tratativas anteriores entre os governos.


A reunião que se seguiu

O contato telefônico entre Lula e Trump não foi registrado nas agendas dos dois chefes de Estado. Procurados, o Palácio do Planalto e o Itamaraty não se pronunciaram. O encontro entre os dois presidentes, que levou cinco meses para acontecer, acabou durando mais de três horas, incluindo um almoço — tempo que surpreendeu até a imprensa que acompanha o dia a dia da Casa Branca. 

Quando Lula chegou com a comitiva brasileira, Trump teria perguntado por que Joesley não foi junto com o grupo e se certificou se o brasileiro gostava do empresário. Lula saiu da Casa Branca sem acordos concretos, mas com a promessa de que uma nova reunião sobre tarifas será realizada em 30 dias.