Trump ameaça destruir maior campo de gás do mundo
Se o Qatar for atacado novamente pelo Irã, Trump promete agir. O petróleo já subiu 5% e o Estreito de Ormuz, rota de 20% do gás mundial, está ameaçado.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira (18) que os EUA destruirão o campo de gás South Pars, no Irã, caso o Qatar seja novamente atacado pelo governo iraniano. A declaração foi publicada na plataforma Truth Social.
O campo de gás South Pars é considerado a maior reserva de gás natural do mundo. Sua operação é dividida entre Irã e Qatar, no Golfo Pérsico. O contexto da ameaça é um conflito em curso desde 28 de fevereiro, quando Israel bombardeou a instalação. O ataque israelense ocorreu, segundo Trump, sem conhecimento prévio dos Estados Unidos ou do Qatar.
Em resposta ao bombardeio israelense, o Irã lançou mísseis contra alvos no Golfo, incluindo a instalação de gás natural liquefeito (GNL) da empresa QatarEnergy em Ras Laffan, no Qatar. De acordo com o governo qatariano, o ataque causou danos à cidade industrial. A instalação de gás natural liquefeito (GNL) foi um dos alvos principais. A Arábia Saudita informou ter interceptado um ataque separado a uma instalação de gás no leste do país.
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Trump afirmou que não deseja autorizar ações de tal magnitude, mas que agiria caso o Qatar voltasse a ser atingido. "Não quero autorizar esse nível de violência e destruição por causa das implicações a longo prazo que isso terá no futuro do Irã, mas se o GNL do Qatar for atacado novamente, não hesitarei em fazê-lo", declarou o presidente.
Os ataques já provocaram efeitos nos mercados internacionais. O petróleo tipo Brent Crude subiu cerca de 5%, ultrapassando US$ 108 por barril, segundo o Poder360. O conflito também interrompeu parte do transporte marítimo no Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo e do gás natural liquefeito negociados no mundo. A diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, informou ao Congresso americano que o governo iraniano segue operacional e mantém capacidade de atacar interesses dos EUA e de aliados na região.