Em 4 anos, seguranças de Lula interceptaram 135 mil drones. Um a cada 30 minutos.

Sistemas eletrônicos instalados no Planalto, Alvorada e Jaburu bloqueiam qualquer drone não autorizado que entre no perímetro. Nenhum foi fisicamente abatido — e o equipamento ainda rastreia de onde a aeronave partiu.

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Ambiente seguro e criptografado

Mais de 135 mil drones que tentaram se aproximar de áreas ligadas à Presidência da República foram neutralizados entre 2023 e 2026 pelos sistemas de segurança do Governo Federal, segundo dados do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República — o GSI.  Nos dois primeiros meses de 2026 sozinhos, a média chegou a 128 interceptações por dia, totalizando 6.444 bloqueios apenas nesse período. 


Apesar de o termo "abate" circular amplamente na imprensa, a maior parte das ocorrências não envolve destruição física das aeronaves. As neutralizações são feitas por interferência eletrônica: o sistema interrompe a comunicação entre o drone e o operador, impedindo a aproximação de áreas restritas.


O GSI opera dois tipos de equipamento. O sistema fixo, instalado no Palácio do Planalto, no Palácio da Alvorada, no Palácio do Jaburu e na Granja do Torto, é responsável pela esmagadora maioria das interceptações — em 2023 foram 54.627 casos, o maior volume registrado em um único ano do mandato. O equipamento cria um perímetro eletrônico: quando um drone não autorizado entra na área protegida, o sistema emite um sinal de radiofrequência que corta a comunicação com o operador, forçando a aeronave a retornar ao ponto de decolagem ou realizar um pouso controlado.

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Para eventos fora de Brasília, o GSI usa o DroneGun Tactical, desenvolvido na Austrália pela DroneShield e homologado no Brasil em 2021 pela Anatel. O equipamento tem formato de rifle, pesa 7 kg, e no lugar de projéteis dispara sinais de radiofrequência capazes de neutralizar drones a até dois quilômetros de distância. O agente aponta, aciona o gatilho e passa a controlar a aeronave — podendo inclusive rastrear de onde ela partiu e identificar quem a operava. No período, o DroneGun foi responsável por 31 neutralizações durante compromissos oficiais fora da capital.


O GSI deixa claro que, nas proximidades dos locais de circulação do presidente e do vice-presidente Geraldo Alckmin, a responsabilidade pela segurança aérea é exclusiva do órgão — independentemente das regras gerais da Anac para uso de drones no país. Quem descumprir as restrições de voo nessas áreas tem a aeronave neutralizada imediatamente.